O PVC (Policloreto de Vinila) é um dos materiais mais versáteis e utilizados na construção civil brasileira, presente desde os tubos de esgoto até os forros e esquadrias. No entanto, sua facilidade de manuseio costuma gerar um excesso de confiança que leva a erros fatais na obra.
Para evitar dores de cabeça, infiltrações e gastos desnecessários, listamos os 10 erros mais comuns ao trabalhar com PVC e como evitá-los.
Muitos profissionais aplicam o adesivo plástico diretamente no tubo. Sem lixar a ponta do tubo e o interior da bolsa da conexão, a aderência é comprometida. Além disso, a falta de uma solução limpadora para remover gorduras e impurezas é a causa número um de vazamentos futuros.
Este é um erro clássico e perigoso. O PVC marrom convencional suporta apenas água fria (até 20°C em média). Para água quente, é obrigatório o uso do CPVC (coloração geralmente bege), que resiste a temperaturas de até 80°C. O uso do PVC comum em redes de água quente resulta em deformação e rompimento da tubulação.
O PVC expande e contrai conforme a temperatura muda. Em trechos longos de tubulação, a falta de juntas de dilatação ou de uma folga mínima na instalação pode fazer com que o tubo “embarrigue” ou sofra tensões que causam rachaduras nas conexões.
O uso indiscriminado de curvas fechadas (joelhos de 90°) aumenta a perda de carga, diminuindo a pressão da água nas torneiras e chuveiros. Sempre que possível, prefira curvas de 45° ou curvas de raio longo, que facilitam o fluxo e reduzem o risco de entupimentos em redes de esgoto.
Deixar tubos e conexões expostos ao sol por longos períodos é um erro grave. A radiação UV degrada o polímero, tornando o PVC quebradiço e alterando sua cor. O material deve ser armazenado em local coberto e horizontalmente para evitar deformações.
Diferente da rede de água, o esgoto flui por gravidade. Um erro comum é instalar tubos de esgoto totalmente na horizontal ou com inclinação insuficiente.
Regra geral: Use 2% de inclinação para tubos de até 75mm e 1% para diâmetros maiores.
Ao usar conexões com rosca (como em saídas de chuveiro), muitos instaladores apertam demais com chaves de cano. Isso cria uma tensão interna no PVC que pode causar a quebra da peça dias depois. O aperto deve ser firme, mas preferencialmente manual ou com leve auxílio de ferramenta.
Em conexões roscáveis, a fita veda-rosca é essencial, mas não deve ser usada em excesso (que pode rachar a conexão) nem em falta (que gera vazamentos). Além disso, nunca use adesivo de PVC em juntas roscáveis; cada sistema tem sua lógica de vedação.
Tubos de PVC não devem ficar “soltos” dentro de shafts ou sob lajes. A falta de ancoragem correta faz com que o peso da água e os “golpes de aríete” (vibrações ao fechar torneiras) desloquem a tubulação, causando fadiga no material e rompimento de juntas.
Saindo da hidráulica e indo para o acabamento, o erro mais comum em forros é o espaçamento excessivo da estrutura de sustentação. Se as réguas de metal ou madeira estiverem muito distantes (mais de 60cm a 70cm), o forro de PVC irá ceder com o tempo, ficando com aspecto ondulado e perigoso.
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